TITANOMAQUIA

maxresdefault (1)Não existe nenhuma outra guerra na história da humanidade que seja tão grandiosa quanto essa que é considerada a verdadeira grande guerra mundial. Uma guerra de proporções colossais, assustadoras e inimagináveis. Todas as descrições que existem dela são poucas para definir o quanto foi grandiosa. Ela, certamente, se perde no tempo e só podemos nos basear dessas mesmas descrições tardias para termos uma base eficiente de sua magnitude. (Veja: Mitologia Grega – a Origem).

Como sabemos, após derrotar e destronar seu pai Urano, Cronos (a representação divina do Tempo) se tornou o mais novo senhor dos deuses e do universo. Depois de se unir a sua irmã, Réia, ele passou a ter vários filhos com ela que sob a profecia sombria e maliciosa de Urano (que previa que ele também seria destronado por um de seus filhos) Cronos passou a engolir todo recém-nascido que de sua esposa nascia, num ato de desespero a tentar impedir um futuro catastrófico que ameaçava seu eterno reinado.

E foi assim com Era, Hades, Poseidon, Héstia e Deméter. No entanto, todos eles permaneciam vivos dentro do estômago de Cronos, pois todos eram verdadeiros imortais, o que explicaria não serem digeridos e excretados. Ninguém, nem mesmo Réia, sua adorável esposa, ousava impedir ele dessa loucura, porque ele já estava mais do que convicto e continuaria assim a se prevenir com medo daquilo que um dia seu pai lhe disse. Os filhos que nasciam deveriam ser levados até ele (num ato imperativo) e eram todos literalmente devorados ficando assim por muito tempo em seu estômago presos, até que, Réia, que se via horrorizada com a atitude de seu esposo divino, resolveu proteger seu sexto filho da loucura e obsessão de Cronos.

Sem Cronos saber de nada, Réia então dá à luz a seu sexto e último filho, uma criança que um dia mudaria os rumos de todo o universo, e foi bem longe de seu perverso marido que ela resolveu criá-lo. Com a total ajuda das ninfas da floresta, o jovem logo cresceu forte e saudável, tornando-se assim um grande e esplêndido homem. O nome dele? Zeus. A maior e a mais importante figura desta mitologia.

Sob os ensinamentos de uma misteriosa águia encantada que vinha de todas as partes do mundo contar novidades e instruir o jovem deus, Zeus fica sabendo da origem dramática que possibilitou sua própria existência. A águia também lhe conta sobre seus irmãos presos na terrível prisão negra que seu pai os colocou e incentiva o jovem a libertá-los para assumir o lugar de seu desleal pai no comando do mundo.

O extraordinário e corajoso guerreiro, sem temer o pior, acatou imediatamente a sugestão daquela águia, sua leal companheira (da qual também se tornaria seu animal símbolo) auxiliado por Métis, a filha do titã Oceano, que lhe forneceu uma porção feita de ervas mágicas para fazer Cronos vomitar todos os filhos que havia engolido. Zeus disfarçou-se então de viajante e deu a bebida a Cronos, que regurgitou todos os filhos que tinha devorado. Agora adultos, eles se juntaram a Zeus para enfrentar seu pai, dando origem a uma guerra, de deuses versus titãs, cujo o resultado definirá quem comandará o mundo e o universo.

Os Titãs lutaram ao lado de Cronos, eles atacavam jogando enormes blocos de pedras em chamas contra os deuses, e Zeus revidava lançando sobre o exército de seu pai a fúria dos raios. O confronto sacode a Terra. Apolo lança uma chuva de flechas enquanto Poseidon, com um só golpe de seu tridente, racha em duas a ilha de Cós e joga uma das partes sobre um dos titãs, que é achatado e desde aquele dia passou a ser a ilha de Nisiro. Atena faz a mesma coisa e, arremessando uma enorme rocha, esmaga outro titã que se torna a ilha da Sicília.

No entanto, os deuses só conseguiram vencer realmente quando libertaram os Ciclopes e os Hecatônquiros, que foram aprisionados anteriormente por Cronos nas zonas mais obscuras do tártaro. Mas agora libertados, esses monstros gigantes ajudaram os Deuses e assim eles venceram a guerra e aprisionaram os Titãs nas profundezas do Tártaro. Até hoje, os titãs estão lá, muito abaixo da terra, e as inúmeras erupções vulcânicas provam que eles continuam vivos e tentando se libertar.

Para Atlas, porém, Zeus deu um castigo especial. O deus condenou o titã a sustentar eternamente o Céu nas costas, impedindo que ele mais uma vez se unisse à Terra. Alcançada a vitória, os deuses partilharam o universo, Zeus ficou com o céu e a Terra, Poseidon ficou com os mares e Hades ficou com o mundo dos mortos.

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