Nosferatu, o eterno pássaro da morte

“Durante a noite, Nosferatu ataca a sua vítima e suga-lhe o sangue como a um demoníaco elixir de vida.Cuidado para que a sombra dele não pese sobre vós com um terrível pesadelo. Nenhuma outra libertação é possível, a não ser que uma donzela completamente inocente
faça com que o vampiro se esqueça do primeiro canto do galo, oferecendo-lhe o seu sangue de livre vontade.”
Nosferatu. Aqui está o resumo para tudo que é verdadeiramente assustador na história do cinema. Nada de Sexta-Feita 13, ou até mesmo qualquer outro filminho de vampiros que brilham no sol e que são meio afrescalhados. O clássico dos filmes de horror de vampiro é uma ótima adaptação da verdadeira essência de um original vampiro demoníaco. E bem, estamos falando de um longa que foi produzido lá para as bandas de 1922, entre agosto e outubro, com um elenco magistral e seu Diretor, Friedrich Wilhelm Murnau, que conseguiu adaptar a melhor versão do Drácula do cinema. Com seus efeitos, ambientações macabras e uma trilha sonora claustrofóbica, o  filme mostra o imaginário e incrível expressionismo alemão de maneira perfeita e completa, dentro de seus padrões da época e que chamou muita a tenção, como ainda chama até hoje.

 

Para muitos ele é a mais bela adaptação do romance do escritor irlandês Bram Stoker com a sua grandiosa obra: O conde Drácula que inclusive, na época da produção do filme, aconteceram alguns problemas relacionados aos direitos autorais, pois, a viúva do então falecido escritor (1847-1912), que não permitia a adaptação (com ameaça de acionamento judicial) promoveu mudanças drásticas como os nomes dos personagens que passaram a ser diferentes como é o caso do Drácula que veio se chamar Nosferatu.
 
Este filme é, certamente, obrigatório para qualquer cinéfilo que goste de um belo e clássico filme de terror de vampiro.

O filme conta a história Hutter (Gustav von Wangenheim), um agente imobiliário, que viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock (Max Schreck), que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen (Greta Schröder), a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.
Direção >> F. W. Murnau;
  Produção >> (Alemanha, 1922, 94 min.); Escritor >> Inspirado na obra Conde Drácula do escritor irlandês Bram Stoker; Trilha sonora >> Hans Erdmann; Elenco >> Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder, Georg H. Schnell e Ruth Landshoff; Ano de lançamento >> 1922; Tempo de Filme >> 94 min; País >>  Alemanha; Avaliação >> Ótima
 
Além dessa versão do ano de 1922, existe também uma outra versão que data o ano de 1979 que, diga-se de passagem, é um outro clássico brilhante, na minha opinião. Digno de se assistir e reassistir várias vezes. O nome do longa é: “Nosferatu – O Vampiro da Noite”, um ótimo grande filme do nosso verdadeiro e eterno vampiro. Se você não assistiu nenhum ainda, corre lá porque são ótimos filmes. Recomendo assistir em primeiro lugar o primeiro depois o segundo. Então é isso, até.
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