Ed Gein | Conheça o homem que inspirou grandes clássicos do terror

Psicopata, louco, maníaco, e tudo que você quiser chamá-lo. De fato são muitas palavras do tipo que caracterizam esse homem. Edward Theodore Gein nasceu em 27 de agosto de 1906 na cidade de Plainfield, Winsconsin, EUA e marcou a história americana com seus crimes hediondos, causando até uma assombrosa repercussão pelo mundo e inspirando grandes obras da sétima arte como o clássico Psicose e O Massacre da Serra Elétrica. Ed tem o verdadeiro perfil de um psicopata e sua história de vida é bastante curiosa. Culpado de matar duas pessoas, ele não se encaixava na definição de serial killer, o que não impedia de ser definido como psicopata.

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Filmes inspirados em Gein: Norman Bates; Leatherface; Buffalo Bill

Ed Gein era fruto da relação entre George P. Gein (1873–1940) e Augusta Lehrke (1878–1945) e ainda possuía um irmão mais velho também concebido pelo mesmo casal chamado Henry G. Gein. Todos moravam na cidade americana de Wisconsin e eram uma família muito problemática, começando pelo pai, um alcoólatra maluco que vivia desempregado e sempre quando chegava em casa agredia sua esposa e não dava mole para os filhos. A mãe de Ed, a Sr. Augusta Lehrke, era uma mulher muito religiosa; uma luterana fanática que também era muito rígida com seus filhos.

Augusta viva diariamente em casa e não deixava que estranhos interagissem com seus filhos: Ed frequentava a escola, mas a sua mãe impedia qualquer tentativa dele de ter amigos.

Sempre quando não ia à escola, Ed ficava em casa na fazenda trabalhando arduamente. Augusta sempre rejeitava os filhos e dizia a eles que o mundo era um lugar corrompido e sem solução, que a bebida era demoníaca e que todas as mulheres eram prostitutas e instrumento do diabo. Para ela, o sexo era pecado mortal se não fosse somente para procriação. Como de costume, reservava um tempo durante à tarde para ler a bíblia com os filhos, escolhendo partes do antigo testamento sobre morte, assassínios e castigos divinos. Apesar de tudo isso, Ed a amava incondicionalmente, enquanto Henry, o seu irmão, odiava-a e não aceitava o modo como era tratado por ela.

Certo dia, houve um grande incêndio no celeiro e Ed e Henry tetaram apagar o fogo que consumia e destruía a construção. Henry teria morrido nesse dia, vítima de “suicídio” como disseram os policiais, que curiosamente foram levados por Ed até o corpo do irmão. No entanto, há suspeita de que Henry teria sido justamente a primeira vítima de Ed, porque ele vivia brigando com a mãe e Ed não se conformava com isso.

Depois da morte de sua mãe e seu pai, Ed ficou sozinho e transtornado (principalmente pela morte da mãe) que logo começou a praticar seus atos de loucuras. O cara tinha uma paixão obsessiva pela a anatomia feminina, um verdadeiro interesse doentio chegando ao ponto de ir aos cemitérios e exumar corpos de mulheres para mutilá-los.

Objetos feitos por Gein

Em 1957, a polícia suspeitou de Ed no desaparecimento de uma mulher chamada de Bernice Worden e começaram a fazer buscas à noite na propriedade dele até descobrirem finalmente o cadáver escondido. O corpo estava irreconhecível: tinha sido decapitada, seu corpo estava suspenso de pernas para o ar, preso pelos tornozelos e com um corte terrivelmente assustador no torso que ia da vagina até o pescoço, com os órgãos todos retirados. Tudo isso aconteceu depois de ter sido assassinada por vários tiros.

Corpo de Bernice Worden

Na sua propriedade foram encontrados várias bizarrices esquisitas feito por Gein, veja só: abajur, meias, braceletes, um tambor, e uma cadeira, tudo isso feito de pele humana; um crânio usado como TIGELA de sopa, isso mesmo, TIGELA de sopa; narizes humanos na cozinha, um coração humano no forno, um cinto feito de mamilos, partes de diversos órgãos humanos na geladeira extraído de vários corpos diferentes e loucura: os policiais também acharam uma caixa de sapatos cheia de genitália femininas bem conservadas em sal, inclusive de sua mãe, que estava bizarramente prateada, como forma de destacá-la no meio das outras.

Vai uma sopinha aí?

Havia até uma “fantasia” de mulher que Ed usava para mudar de sexo, isso mesmo, mudar de sexo. Ela era feita de pele de sua própria mãe (é, putz grila!) e para completar a caraterização, Gein colocava a genitália de sua mãe dentro da calcinha que ele usava, e fazia máscaras com as peles femininas que arrancava cuidadosamente.

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Ed Gein tornou-se conhecido como o “açougueiro de Plainfield” – Fonte: Haus of Horrors

“They smelled bad”

Representação do desface de Ed

Depois de Bernice Wornen, Gein confessou que também matou Mary Hogan, uma mulher desaparecida desde 1954. Ele negou ter tido relações sexuais com os cadáveres, porque, segundo ele, “cheiravam demasiado mal”.

Um dos policiais que interrogou Ed, chamado de Art Schley, o agrediu fisicamente, dando uma surra que tornou ele incapaz de se pronunciar no seu primeiro depoimento. Schley morreu com um ataque cardíaco um mês depois de testemunhar no julgamento de Ed. Os seus amigos afirmam que Schley estava traumatizado pelo horror dos crimes que Ed Gein cometeu.

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Art Schley acompanhando Ed Gein

Ed foi considerado pelo tribunal como mentalmente incapaz e em 1968, transferido para um hospital psiquiátrico, onde morreu em 1984, vítima de parada cardíaca. Dessa forma terminava a trajetória de vida de um dos psicopatas mais famosos e cruéis que se conhece quando se fala em psicopatia. Edward Theodore Gein certamente marcou a história dos crimes com seu jeito único de matar e fazer loucuras doentias. Um homicida psicótico que inspirou grandes obras de terror consagrados da sétima arte.

Art Schley acompanhando Ed Gein

 

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